Falta de concentração afeta o seu desempenho

Autor: Ricardo J. Botelho

Vivemos um tempo onde a mente enfrenta enormes desafios para se manter em estado de concentração. O cérebro tem recursos limitados para lidar com muitas informações ao mesmo tempo. Temos uma habilidade restrita para distribuir, dividir e sustentar a atenção. Simplesmente, não conseguimos fazer duas coisas ao mesmo tempo que exijam pensar com qualidade.

As fontes de distração são imensas. Estima-se que um adulto chegue a consultar o seu celular 150 vezes por dia, ou a cada 6 ou 7 minutos enquanto estiver acordado. Três em cada quatro pessoas surtam quando não podem localizar imediatamente o celular. Muitos pegam o celular logo que abrem os olhos pela manhã, outros usam enquanto estão no banheiro e muitos o fazem mesmo quando estão almoçando ou jantando com outras pessoas. Nem durante as férias o celular está longe do alcance. A conexão é total o tempo todo.

Estudiosos (neurocientistas, sociólogos e psicólogos) tentam entender porque adotamos esse comportamento. Suspeita-se que o instinto que herdamos dos nossos antepassados (há milhões de anos) para coletar ou caçar alimentos causa um efeito dopaminérgico* no cérebro. Essa caça nos tempos modernos está associada à informação. Isso explicaria por que gastamos tanto tempo no celular pulando pelas mídias sociais e whatsapp.

Então, se você quer melhorar a sua produtividade e evoluir no seu desempenho deve adotar algumas atitudes. Veja quais são elas:

  • Desligue os avisos sonoros do seu celular e do computador.
  • Crie o hábito de se concentrar por 45 a 50 minutos em uma determinada tarefa sem que haja qualquer tipo de distração.
  • Responda o celular (e-mail e whatsapp) nos intervalos desses períodos de concentração total.
  • Faça uma agenda semanal de tarefas a serem realizadas e procure seguir com bastante perseverança.

*A dopamina é um dos neurotransmissores mais famosos do nosso sistema nervoso. Ela é conhecida como o hormonio do prazer. Sua função principal é ativar os circuitos de recompensa do cérebro.

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